Terça-feira, 15 de Agosto de 2006

1ª Chamada

 15/08/2006 Um abraço a todos do Baptista

Título: grupo de furrieis da CI 153 na porta da messe em Fulacunda

Ano de 1961

Finalidade:identificação pessoal e contacto

 

publicado por fulacunda às 16:25
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9 comentários:
De fulacunda a 15 de Agosto de 2006 às 17:33
3º- da esquerda:
João Manuel Carreiro Baptista-email:jmcbaptista@sapo.pt


De fulacunda a 18 de Agosto de 2006 às 01:33
1º - alterar o C I 153 que passa a ser CC 153 = Companhia de Caçadores 153. oriunda de Vila Real de Trás os Montes do Regimento de Infantaria 13.que embarcou para a Guiné Bissau em 27-05-1961 e regressou a Lisboa em 30-07-1963.
2º - anotar que o segundo da esquerda e o último da direita, pertenciam á CC 154 com aquartelamento em Buba e que na data estavam de passagem por Fulacunda.
3º - acrescentar que eu, o terceiro da esquerda pertencia á 2º secção do 1º Pelotão e tenho residência na Rua Cidade da Ribeira Grande Nº 16 9500 - 045 Ponta Delgada.
Nº de telef. 296652033.
4º- como adivinhar não é assunto fácil de aprender
aqui estou a dár corpo a uma idéia que surgiu de um encontro dos únicos Açoreanos que fizeram parte da CC153: o 3º e o 4º a contar da esquerda e mais o único que não está de pé, gente nova, respectivamente:68,69 e 67 anitos,bebemos umas canecas de cerveja na renovada Cervejaria Melo Abreu .
Muito intrigados e curiosos com o passado. desejamos testemunhar o nosso e tentar saber de todos da CC153.
Um abraço a todos



De João Baptista a 25 de Agosto de 2006 às 02:25
Esqueci: esqueci datas, esqueci nomes e rostos, esqueci situações agradáveis e desagradáveis. Tentei esconder uma vida estranha e eis que com a ajuda de fotografias desbotadas com 45 anos, sobram os cacos de algo que a nossa memória não apagou: uma dor num dente durante toda a viagem de Lisboa, Leixões, Funchal, Mindelo, Praia e Bissau, 10 dias num barco que se chamava Alfredo da Silva, nome registado numa foto no dia do embarque em Lisboa em Junho de 1961, bem como uma amiga, o Octávio e familiares da sua esposa. Como vou editar esta foto?
Complicada a transição do ar condicionado vivido a bordo para o calor e humidade em terras da Guine Bissau, onde por artes mágicas desapareceu a dor do dente.
E eis que pela primeira vez ouço falar em Fulacunda :
sede de concelho com uma rua principal com 200 metros onde estava implantadas as residências Administrativas, o posto dos correios, uma praça com rotunda e algumas das instalações do futuro quartel da CC !53.
Julgo que foi nos primeiros dias do mês de Julho de 1961 que eu, incorporado no primeiro pelotão iniciamos a viagem por mato que duraria cerca de 12 horas até Fulacunda . Foi naturalmente a primeira demonstração de força bélica que o indígena de então sentiu, com a passagem de uma coluna militar com cerca de 30 viaturas ligeiras e
pesadas, carregadas de material ,reboques com água , cozinhas e soldados com as suas fardas amarelas de passeio. As fardas de campanha ou camuflados, só mais tarde foram atribuídos.
Fico por aqui juntando os cacos.
Um abraço


De António David Bettencourt a 17 de Agosto de 2006 às 23:24
Sou único que não está de pé e
à frente de todos.
Era o Vaguemestre da companhia 153.
Actualmento vivo no Canadá no
7318 Bendigo Cir.
Mississauga-Ontário- L5N1Z5
O meu telefone é 905-567-7918 e o meu telemovel
416-419-2268.
O meu endereço eletrónico é
horta1939-amigos@yahoo.ca


De Octávio do Couto Sousa a 18 de Agosto de 2006 às 20:32
Quero fazer o meu comentário mas estou com dificuldades na inscrição.Octávio Sousa


De Octávio Sousa a 22 de Agosto de 2006 às 20:05
Por Fulacunda passamos numa noite escura,com mais trinta homens dum pelotão, talvez junho ou Julho,isto é, um mês depois de termos chegado à Guiné, rumo ao primeiro destacamento que nos coubera, logo ali ao lado num Posto chamado Buba.
Não deu portanto para saber o que era Fulacunda, como Vila, sede duma Administração e com algumas infraestruturas razoáveis para aquilo a que na gíria se chamava Mato.
Portanto começamos mal este escrito porque na primeira saida de Bissau, enquanto toda a Companhia ficou em Fulacunda, o nosso pelotão foi para o seu primeiro destacamento em Buba
Octávio sousa


De Octávio Sousa a 22 de Agosto de 2006 às 20:22
Passamos assim por Fulacunda num relâmpago, confraternizar com os colegas já feitos ao Mato, jantar carne de gazela muito rija, mas saborosa e continuar pela noite dentro até Buba.
Aqui foi uma odisseia, reconhecer as instalações, instalar os soldados, montar a a guarda ao quartel que não era mais que um depósito de amendoim cedido pelo Administrador do Posto, um senhor Cabo Verdiano muito simpático.
Recordamos ter ficado de Serviço nesta noite o que até deu para passar melhor o tempo pois não tardou que chegasse o dia e descobrir como ali perto estava uma ria com uma paisagem deslumbrante.
O armazem-quartel estava à entrada da povoação que apenas contava com a casa e sede do Posto e mais as rústicas casas dos guardas cipaios e uma única rua larga em macdame que mais tarde descobrimos ir dar ao Porto que noutros tempos serviu de embarque de escravos. Octávio Sousa


De Octávio Sousa a 23 de Agosto de 2006 às 20:25
E continuo a falar de Buba talvez porque foi o nosso baptismo do mato e as primeiras impressões ficam sempre mais retidas.
O quartel ficou apresentável rapidamente com camas armadas e feitas, limpeza do exterior muito embora o Chefe do Posta tivesse deixado o lugar impecável.
Veio o dia a dia com melhoramento das instalações, da cozinha, do angariar os alimentos frescos e o cumprimento da missão operacional, isto é, saber com andava a subversão política entre as populações.
Neste capítulo confesso de que nada me apercebi e os superiores também de nada nos alertavam.
Mas o Comandante da Companhia que por Buba passava com uma certa frequência mandava-nos estar vigilantes.
Nesta calma ainda dei uns passeios com o Chefe do Posto pelas aldeias da sua incumbência e com a minha secção, estas, só quando recebemos as viaturas cuja entrega à companhia se processou mais tarde.
A vegetação nessa época do ano, julho ou Agosto, era exuberante e os nativos tinham os campos cheios de amendoim e milho.
Não me recordo de ver por estas paragens abacaxis e cajueiros mas em Bissau comparva-se um pequeno abacaxi por 2#50 e que eram muito saborosos.
Até breve,
Octávio sousa


De Octávio Sousa a 5 de Fevereiro de 2010 às 20:17
2010 - 02-05
Só hoje posso vir novamente a este blog esperançado que tenha êxito uma vez que o seu autor, o nosso querido amigo João Manuel, partiu para a eternidade.
Não sei se me será possível dar continuidade a este bonito blog que já teve feed back de netos dos soldados de Fulacunda.
Octávio Sousa


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